Cariño...
Às vezes falas-me em castellano. Seduzes-me, arrepias-me. E eu que nunca gostei particularmente dos nossos vizinhos, sinto-me derreter ante a transformação da tua voz. O tom não é o mesmo, o timbre também não. Transformas-te, és outro em ti, no mesmo corpo deliciosamente excitante, com os mesmos lábios, os mesmos olhos, o mesmo amor.
E é como se, naqueles momentos, fossemos outros. Outros nós, que nos pertencem e se pertencem também, mutuamente.
Sussurras-me "Te quiero..." e todo o meu corpo é um arrepio, que sobe pelas costas e me deixa os mamilos erectos, tão duros que chega a ser dor a excitação que os anima. Falas mais um pouco e é como se os novos nós que chegam não conhecessem barreiras, não tivessem complexos, vergonhas ou limites.
Baixinho, ao ouvido, "Te quiero lamer" e fico húmida, molhada de desejo, num tesão imenso de ser tua.
Mais umas palavras... "Cariño..." e só me apetece abrir as pernas e dar-me a ti, toda, ser tua amante, tua putinha, deixar-te fazer de mim o que quiseres.
Gosto desta transformação, desta transfiguração de nós em outros nós, que acontece só entre nós, só nós.
Te quiero, cariño... Te quiero muchísimo *







