Segunda-feira, Novembro 28

Mesa de Café - parte II

Desataste-me. Beijaste-me os braços doridos e deste-me um beijo interminável na boca. Os meus lábios sentiram a falta dos teus, mas a posição não deixava que nos beijássemos.

Doíam-me as costas... Estar dobrada, naquela posição desconfortável, e com o peso do teu corpo em cima do meu deixou-me as costas em mau estado. Deitei-me em cima da mesa, para as esticar. É grande, consigo estender-me e dobrar as pernas, para esticar a coluna. Fechei os olhos e saboreei o gozo imenso do último orgasmo...

Não te senti aproximar. Pressentiste que o meu corpo pedia mais e vinhas, de mansinho, dar-lhe o que pedia.



Abriste-me as pernas. Os teus lábios quentes roçaram a pele clara do interior das minhas coxas, provocando-me arrepios, dos bons... Foste descendo, devagar. Sempre que te sentia aproximar dos meus lábios molhados, voltavas a afastar-te, lentamente. Subias e descias as minhas coxas como quem passeia apreciando a paisagem.
As tuas mãos decidiram juntar-se a nós. Tocaram-me o rabo com doçura, antes de o apertar com tesão. Deixaste escorregar a tua língua uma última vez e não voltaste a subir. Ficaste ali, entre as minhas pernas, a sentir a doçura do meu mel e os movimentos subtis das minhas ancas. Lambeste-me como se fosse a última vez que pudesses sentir o meu sabor, sôfrego mas paciente, com desejo e com calma.

Abriste-me com a ponta do dedo, provocando as minhas ancas que se mexiam na tentativa vã de obrigar os teus dedos a penetrar-me. Deste-me mais um bocadinho, devagar, enquanto o meu clit se submetia à tua língua quente. Deliciavas-te ao sentires-me contorcer nas tuas mãos e na tua boca.


Fizeste-me finalmente a vontade e deslizaste o dedo molhado para dentro de mim, tocando ao de leve naquele ponto que me faz vibrar. Aceleraste, língua e dedos, fazendo-me soltar gemidos abafados.
Aceleraste mais e mais ainda. Senti-me como se estivesse num carrossel, daqueles que giram muito depressa, tão rápido que deixamos de ver o mundo girar do lado de fora. Deixei de ver, de ouvir, para só sentir a tua língua, os teus dedos e o fim já tão próximo.

O fim. Que quando chegou me inundou de prazer. Me fez gemer e gritar alto, dando a conhecer ao prédio inteiro o imenso gozo do meu orgasmo.


E a noite encontrou-nos nus, felizes, abraçados no sofá... *

12 Comments:

Blogger Lobo Mau said...

Este teu relato catapultou-me, mais uma vez, para aquela magnífica noite... foi tão bom saborear-te com todo o tempo do mundo. Sentir o teu desejo, o teu mel na minha boca, os teus gemidos... tudo.

Adorei... quero mais.

19:01  
Blogger Carlos said...

Bonito texto e bonita descrição.Parabéns
Beijo

22:27  
Anonymous Ana e Jorge said...

Gostavamos de ser vossos vizinhos... para ouvir o som desse orgasmo ;)

22:45  
Blogger liberdade said...

lindoooo

00:09  
Anonymous jade said...

excelente post, como sempre :)

20:10  
Blogger AnAni said...

Texto muito bonito e amostra de BD muito interessante! ;-)
Beijinhos

01:17  
Blogger leo said...

Não seria mais gratificante ser o homem amarrado?

11:45  
Blogger Capuchinho Vermelho said...

Leo: a tua pergunta intrigou-me... Posso perguntar porquê? Eu achei muito gratificante ter sido amarrada...

Beijo *
Capuchinha

02:21  
Anonymous Gerentes Fa4 said...

Colocámos o vosso blog a concurso para a eleição do blog do mês de Dezembro, lá no nosso Fantasiasa4.
Beijos

14:03  
Blogger Tiago_e_Sofia said...

Adorei o texto... e deliciei-me com desenhos...hummmmmm
mt excitantes
beijos
Sofia

16:04  
Blogger Machine said...

Depois de ler este post só me dá para a melancolia... Ninfa onde estás neste momento... o que eu te fazia se estivesses aqui agora... :)

Parabéns pelo texto. Tá excelente! :)

20:57  
Anonymous l-b said...

exclentes pormenores..tens talento

23:58  

Enviar um comentário

<< Home